Informativo Dental Plan
  Jornal Mural
  Últimas Notícias
  Contato Acessoria
 
   
 

A HALITOSE E SUAS CAUSAS

Halitose é uma palavra originada do latim. Halitu significa ar expirado e osi, alteração, então daí o nome mau hálito. Não é uma doença e sim um sintoma.

A halitose pode ser causada por diversos fatores. Pode ser um problema bem simples de resolver (como uma boa higiene oral) ou mais complicado (diabete, estresse, etc.). O importante é aprender a reconhecer os sintomas, controlá-los e, em seguida, buscar a causa (ou o conjunto delas) e, então, adotar as medidas para acabar definitivamente com esse problema.

As últimas pesquisas realizadas no Centro de Halitose da Universidade da Califórnia mostram que 60% da população americana é portadora de halitose crônica e 100% é portadora de halitose esporádica, como no caso da halitose da manhã. No Brasil, as primeiras pesquisas realizadas mostram que 46% da população é portadora de halitose crônica. Esses dados mostram um aumento significativo do número de portadores desse mal e chegou-se a conclusão de que as duas maiores causas desse crescimento são: estresse e mudanças nos hábitos alimentares.

A halitose pode estar relacionada a alguma alteração patológica, sendo elas:

  • Alterações patológicas sistêmicas: gastro-intestinal, hepática, pulmonar, renal, diabetes, estados febris e outros.
  • Alterações patológicas locais - de origem bucal: doença periodontal, cáries, estomatites, cicatrizações de feridas cirúrgicas, neoplasias, higiene bucal precária, etc; de origem não bucal: amigdalite, faringite, sinusite, adenóides, rinite, corpos estranhos nas fossas nasais, etc.
  • Alterações fisiológicas e processos adaptativos como: halitoses por tabagismo ou medicamentos, halitoses por hipoglicemia, halitose por dieta hipocalórica ou jejum, halitoses da manhã, da fome e do regime, halitose por desidratação, xerostomia, stress psicológico.
O estresse contribui com o aumento de portadores de mau hálito porque descarrega no sangue hormônios, como a adrenalina, que inibem o funcionamento das glândulas salivares, causando a xerostomia (sensação de “boca seca”). A redução da quantidade de saliva, permite que haja um aumento da saburra (placa bacteriana no dorso da língua) desencadeando a produção de componentes que têm odor desagradável. O mesmo se verifica à noite, pois o paciente, estando com a boca fechada e músculos em repouso por horas, diminui o fluxo salivar, causando da mesma forma o aumento da produção de gases e provocando o mau hálito da manhã. Portanto, a quantidade de saliva tem importância fundamental na presença ou não do mau hálito, além de ajudar na remoção da saburra, ajuda a equilibrar o pH da boca, evitando a proliferação de bactérias, que são responsáveis pela fermentação e decomposição dos restos alimentares que leva à produção de gases causadores da halitose.

Com relação à mudança nos hábitos alimentares, o que ocorre é que cada vez mais estamos ingerindo alimentos industrializados, líquidos ou pastosos; com isso, ingerimos uma quantidade muito pequena de alimentos que contêm fibras, que são muito importantes, pois ao serem mastigados provocam um atrito sobre a língua, conseguindo assim promover uma auto-higiene e reduzindo a tão temida saburra lingual.

Outro fator que causa a baixa produção de saliva e aumenta a saburra com freqüência, é o uso de medicamentos (beta-bloqueadores, antidepressivos, anti-térmicos), como no caso do Isordil, Prosac, Ocadil e outros, por isso é freqüente a incidência de pacientes com halitose devido à utilização destes medicamentos.

No caso de pacientes diabéticos sem controle, a halitose pode ser um sintoma de alteração da taxa de glicose no sangue, portanto, a família dos portadores dessa doença devem ficar em alerta. Nesses pacientes, em caso de halitose, os profissionais devem solicitar dosagens de glicemia o quanto antes e encaminhar esses pacientes ao seu clínico.

Especialistas em halitose alertam que seus pacientes não devem ser encaminhados a otorrinos, gastroenterologistas, etc., sem antes realizar um completo exame oral para avaliar as condições da saúde bucal, nem se deve permitir que eles se submetam a cirurgias, como esterectomias ou amigdalectomias, pois estas atitudes drásticas e irreversíveis não irão solucionar o problema.

O portador de halitose deve ser tratado pelo dentista, e não pelo médico, a não ser em algumas exceções, como no caso de pacientes com diabetes. Portanto, o dentista deve estar apto a diagnosticar e tratar o problema, pois em mais de 95% dos casos a origem é oral.







Voltar



 
Copyright 2004 - DentalPLAN - Planos Odontológicos - Todos os direitos reservados.