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CLAREAMENTO DENTAL

Após uma década de pesquisas e testes clínico-laboratoriais, métodos de clareamento dental provaram ser seguros, eficazes e livres de reações adversas em dentes ou gengiva.

A cor natural dos dentes pode ser afetada por diversos fatores, entre eles as manchas na superfície (manchas extrínsecas) e as manchas internas (manchas intrínsecas). As manchas extrínsecas podem ser causadas por: tabaco (tanto fumado como mastigado); ingestão de café, chá, vinho tinto e/ou de alimentos altamente pigmentados como cerejas e amoras e o acúmulo de depósitos de tártaro resultantes da placa bacteriana que endureceu. Já as manchas intrínsecas têm como etiologia: tratamento com o antibiótico tetraciclina durante o período de formação dos dentes; trauma ou tratamento de canal nos dentes que podem resultar na morte do nervo do dente, conferindo-lhe a cor marrom, cinza ou preta e, ainda, a ingestão demasiada de flúor durante a formação dos dentes (desde o nascimento até os 16 anos), o que dá ao dente uma aparência manchada.

Antes de iniciar qualquer processo de clareamento deve-se sempre consultar o dentista. Apenas ele poderá melhor avaliar aqueles pacientes que estão aptos a submeterem-se a esse tratamento. Quase todas as pessoas, que têm dentes naturais e permanentes, podem ser candidatas ao clareamento dental. Só o dentista poderá avaliar sua saúde bucal e recomendar o método de clareamento mais adequado. Dependendo do tipo e da gravidade das manchas, a sugestão poderá ser um ou mais dos seguintes tratamentos:

    Uma limpeza profissional para a remoção de manchas externas causadas por alimentos, pelo tabaco ou por acúmulo de tártaro.
    O uso de um gel clareador que seja apropriado e economicamente acessível (clareamento externo no consultório ou em casa).
    Clareamento interno (realizado apenas no consultório) de manchas mais escuras ou amareladas causadas por fatores intrínsecos. Só em dentes tratados endodonticamente (com canal).
    Facetas de porcelana para restaurar dentes irregulares e danificados, ou para obter outros resultados específicos

Tanto o clareamento realizado no consultório (assistida) quanto aquele realizado em casa (através do uso de moldeira) utilizam “alvejantes”. Os princípios ativos mais freqüentemente contidos nos alvejantes são o peróxido de carbamida e o peróxido de hidrogênio a concentrações de 10 a 35%, que ajudam na remoção tanto das manchas superficiais quanto das profundas.

Há diferenças de custo e no tempo de obtenção dos resultados entre os diferentes procedimentos uma vez que cada paciente responde de uma maneira. Algumas pessoas respondem bem a pasta e géis clareadores, enquanto outras, com dentes acinzentados ou outro tipo grave de descoloração, necessitam de facetas laminadas de porcelana para obter um resultado satisfatório.

No passado, as concentrações de ingredientes clareadores utilizadas em consultório eram mais altas e resultavam em maior sensibilidade nos dentes e gengiva. Entretanto, hoje, como os géis clareadores são bem tamponados (neutralizados), a sensibilidade não é mais um problema. Ela pode ocorrer após os procedimentos de clareamento, especialmente quando os indivíduos comem alimentos quentes ou frios, mas normalmente ela desaparece após 48 horas e cessa completamente com o final do tratamento. Existem algumas maneiras de amenizar ou até mesmo eliminar os casos de sensibilidade como por exemplo:

    Escovar os dentes com creme dental para dentes sensíveis que contém citrato de potássio e que ajuda a acalmar as terminações nervosas.
    Utilizar um produto com flúor (aplicado pelo dentista) que auxilia na remineralização dos dentes.
    E, se necessário, interromper o clareamento dos dentes por alguns dias a fim de permitir que eles se adaptem a esse processo. Dentro de 24 horas a sensibilidade deverá ceder (esse procedimento só deverá ser realizado mediante orientação do profissional).

O dentista poderá desestimular ou contra-indicar o clareamento em alguns pacientes como por exemplo aqueles que tiverem: doenças gengivais, dentes com esmalte desgastado, cáries, sensibilidade e/ou restaurações com material sintético que não pode ser clareado ; bem como nos casos de gravidez e amamentação.

Uma vez realizado o tratamento clareador, é importante saber que com o passar do tempo, a exposição gradual a alimentos, bebidas (especialmente café, chá, refrigerante e vinho tinto) e fumo poderá escurecer os dentes recentemente clareados. Para que isso seja evitado, existem medidas que podem ser tomadas

    Evitar a ingestão de alimentos e bebidas que contenham corantes, e, quando forem ingeridos, escovar os dentes imediatamente após seu consumo.
    Usar um canudo para consumir bebidas que possam manchar os dentes, como por exemplo: café, chá, refrigerantes e vinho tinto.

Além desses cuidados, deve-se verificar se os dentes necessitam de retoque. Dependendo do método de clareamento usado, do tipo de dieta e dos hábitos do paciente, pode ser necessário um retoque seis meses ou um ano após o clareamento inicial.

Lembre-se: antes de iniciar qualquer processo de clareamento consulte o dentista, pois, apenas esse profissional será capaz de indicar, executar e orientar o tratamento de forma correta e responsável para obter o melhor resultado no seu clareamento.







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