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Cárie

O que é?

A palavra cárie vem do latim e significa cavidade ou buraco. A cárie é geralmente definida como uma destruição localizada nos dentes, mas atualmente sabemos que esta doença começa bem antes do aparecimento da cavidade propriamente dita, ou da dor.

Susceptibilidade à cárie

Por fatores genéticos, aproximadamente 1% da população é naturalmente resis-tente à cárie. Há grande variedade entre as pessoas em relação a suscetibilidade à cárie. Essa suscetibilidade pode ser relacionada à raça ( a raça negra apresenta menor preva-lência de cárie que a raça branca), idade (durante a puberdade e a juventude a incidência é maio que na velhice), contudo a prevalência parece ser igual quando relacionada a situ-ação sócio econômica , clima, situação geográfica, sexo e gestação.

Como age?

As bactérias aderem ao dente formando uma camada incolor, chamada de placa bacteriana. Quando comemos, as bactérias se "alimentam" dos restos de alimento que ficam dissolvidos na boca (principalmente açúcares). Um dos produtos finais de seu me-tabolismo são ácidos. Quando esses ácidos entram em contato com os dentes, eles cau-sam uma desmineralização formando cavidades, chamadas também de “buracos”.

Por que cuidar dos dentes?

Uma dieta diversificada e uma boa digestão dependem em certa medida de uma dentição em bom estado. Igualmente, dentes cuidados compõem o sorriso e contribuem para a expressão facial de cada pessoa ao servirem de suporte aos músculos faciais. São também garantia da manutenção da distância que vai do nariz ao queixo quando se fecha a boca. Por ultimo, muitos dos sons produzidos pelas cordas vocais são trabalhados pela interacção da língua com os dentes. Na falta destes não é possível uma pronúncia perfei-ta.

Manifestações Clínicas

A primeira manifestação clínica da doença cárie é uma mancha branca opaca, lei-tosa e rugosa na superfície do dente. Logo após esta primeira fase a superfície dentária passa a ficar castanha de claro a escuro, neste estágio a doença cárie evolui rapidamente passando muitas vezes a atingir a segunda camada do tecido dentária que é a dentina. Quando a cárie chega neste estágio já temos a formação de cavidade cariosa que pode levar a destruição e perda dentaria.

Sintomas

O principal sintoma da cárie é a dor. Em geral, a dor de dente significa que algo não vai bem. Portanto, dores constantes no mesmo dente, principalmente quando ingeri-mos algo doce ou gelado, sugerem uma visita ao dentista. O dente humano depois de totalmente erupcionado não recupera do desgaste na-tural, ao contrário dos dentes de alguns animais, como os roedores, que estão em contí-nuo crescimento. Por isso nunca será demais enfatizar o papel da prevenção como for-ma de permitir que os dentes durem a vida inteira. A prevenção deve ter lugar desde o aparecimento do primeiro dente e ser contínua através de uma correta escovação, uso do fio dental, por uma dieta saudável, pelo uso do flúor e pela visita periódica ao dentista. A periodicidade ideal é de 6 meses mas não convém ultrapassar um ano.

Prevenção

Evitar a doença cárie é muito simples. Através da redução da freqüência de inges-tão de açúcares e do desenvolvimento do hábito de escovar os dentes sempre após as refeições haverá redução da formação da placa bacteriana e, conseqüentemente, do de-senvolvimento de cavidades. Quanto maior a frequência de ingestão de doces, maior o risco de adquirir a cárie. Utilizar o fio dental pelo menos uma vez ao dia, pois o fio penetra na região inter-dental e papilas gengivais local que escova não alcança. Escovar os dentes sempre após as refeições, com uma escova que esteja com as cerdas não deformadas, principalmente a noite antes de dormir, pois quando dormimos a secreção salivar diminui aumentando o risco a doença cárie. A escovação tem como in-tenção a remoção de placa bacteriana que adere ao dente sempre que ingerimos um ali-mento. Na prevenção às cáries, o único elemento químico capaz de reduzir consideravel-mente as cáries é o Flúor. Ele pode ser usado sob diferentes modalidades com a finalida-de de aumentar a resistência do esmalte. O flúor na água do consumo pelas comunidades é uma das medidas mais adequadas de prevenção da cárie, ainda pode ser usado sob a forma de bochechos, aplicações locais sobre a superfície dos dentes, em dentifrícios , etc. O fluxo salivar também exerce função de prevenção à cárie. Além de seu poder tampão (capacidade de neutralizar ácidos), a saliva tem ação removedora.(remove a placa e res-tos alimentares).

Como tratar?

Em geral, a cárie se desenvolve lentamente. O primeiro sinal é uma mancha bran-ca e opaca que o dentista pode identificar. Essa mancha significa que você tem cárie, mas ainda não tem um buraco no dente. Neste momento, a cárie pode ser tratada sem o uso de brocas, simplesmente com escovação e aplicação de flúor. Num estágio mais a-vançado, a cárie forma um buraco no dente, tornando-se necessário um tratamento res-taurador - que devolve a forma original e a saúde ao paciente.

Boa higiene

Uma boa higiene oral começa pela higienização dos dentes que deve obedecer a alguns parâmetros: não deve tardar mais de 15 minutos após cada refeição, e deve ser feita de manhã ao levantar e à noite ao deitar. A escova deve ser média ou macia, nunca com cerdas duras, e ser mudada no máximo ao fim de 2 meses. A escovação efetua-se em movimentos rotativos, com a escova inclinada 45º em relação à gengiva e passar por todas as superfícies dos dentes mais ou menos 10 vezes. Use também o fio dental. Visitas periódicas ao dentista, um bom controle da dieta ingerida, hábitos regulares e eficazes de higiene oral (escovação e uso de fio dental após todas as refeições) e corre-ta manutenção dos tratamentos já realizados são necessários para a saúde bucal de qualquer indivíduo.

Perguntas freqüentes

Meus dentes podem ser pouco resistentes à cárie?

Existem algumas doenças que podem alterar a composição dos dentes, levando à má-formação dentária. Além disso, todos os dentes são mais susceptíveis à cárie quando erupcionam, pois ainda não estão com a calcificação completa. Isso só será um problema se houver acúmulo da placa bacteriana cariogênica sobre os dentes, pois esta permitirá que a lesão se inicie. Indivíduos com deficiências físicas ou mentais que apresentam difi-culdades na limpeza dos dentes devem ser supervisionados durante a escovação. Portan-to, independentemente de os dentes serem mais ou menos resistentes, o importante é que a limpeza dos dentes seja realizada de maneira adequada.

Quais são os alimentos mais cariogênicos? Há alimentos que protegem contra a cárie?

Os alimentos mais cariogênicos são os que apresentam açúcar na sua composi-ção: os doces, as balas, os caramelos, os chocolates, os chicletes e os refrigerantes são exemplos desses alimentos. Existem alguns alimentos que escondem o açúcar na sua composição, como a mostarda e o ketchup. Todos esses alimentos podem ser consumi-dos, mas de maneira racional, isto é, junto às principais refeições, seguindo-se a escova-ção. A freqüência com que se come o açúcar é muito importante: quando você ingere açúcar, os seus dentes ficam expostos aos ácidos produtores de cárie durante 20 minu-tos; se você ingerir açúcar 5 vezes ao dia, os seus dentes poderão ficar expostos aos ácidos produtores de cárie durante 100 minutos! O açúcar também pode estar presente em medicamentos líquidos e xaroposos, portanto, após ingeri-los, é preciso escovar os dentes. A ingestão de farináceos e salgadinhos, principalmente entre as refeições, é um hábito considerado pouco saudável, quando se pensa em prevenção da doença e, portan-to, deve ser evitado. Por outro lado, existem alimentos como o queijo e o leite que são considerados protetores dos dentes. Eles apresentam alto conteúdo de cálcio e fosfatos, que protegem contra a desmineralização do dente.

O mel ou o açúcar mascavo podem substituir o açúcar sem danos aos dentes?

Esses alimentos são ricos em açúcares facilmente transformados em ácidos pelas bactérias cariogênicas. O hábito de adoçar alimentos ou lambuzar a chupeta com mel pode provocar lesões de cárie, portanto, deve ser evitado.

Como posso saber se tenho cárie?

A identificação das lesões de cárie pode ser feita através da visão direta dos den-tes e do emprego do fio dental. Antes de observar a superfície dentária, há necessidade de remoção da placa bacteriana que a recobre. Portanto, você deve fazer o auto-exame após escovar seus dentes e em local bastante iluminado. Essa doença se estabelece an-tes de as cavidades serem vistas nos dentes. Portanto, procure alguma alteração de cor como manchas brancas ou acastanhadas na parte superior dos dentes (sulcos e fissuras) e entre os dentes. Em um estágio mais avançado da doença, as manchas podem evoluir para cavidades e os sintomas já começam a aparecer: dor quando mastigamos alimentos doces ou quando bebemos algo quente ou gelado, causando desconforto e mau hálito. O fato de o fio dental ficar preso entre os dentes também pode ser um sinal de lesão de cá-rie.

Como posso combater ou prevenir essa doença?

Controlando os fatores que podem ajudar no aparecimento das lesões de cárie. Dentre esses fatores, podem ser citados: evitar a ingestão de alimentos açucarados – caso não seja possível, você deve ingeri-los junto às principais refeições – e limpar os dentes de maneira adequada, utilizando escova, fio dental e pasta de dente com flúor. O flúor é um importante auxiliar no combate à cárie pois previne a desmineralização, isto é, a saída de minerais do dente e favorece a remineralização, que é a entrada de minerais em pequenas lesões de cárie (lesões de manchas brancas ou acastanhadas opacas), antes que elas se tornem cavidades. A limpeza deve ser realizada sempre após as princi-pais refeições e antes de dormir. É importante visitar seu dentista regularmente para que ele possa, através do exame clínico, controlar sua saúde bucal e orientar sobre qualquer dúvida que possa surgir com relação à mesma.

Existe vacina para a cárie?

Apesar dos estudos feitos até agora, não podemos contar com uma “vacina” que previna a cárie dentária.







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